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Laboratório de ciências exatas - Professor Marquinhos.

 

"Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável 
para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu 
próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer”. 

Albert Einstein


"Às folhas tantas do livro de matemática,  
um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita.  
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base.  
Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide,  
corpo ortogonal, seios esferóides.  
Fez da sua uma vida paralela a dela até que se encontraram no infinito.  
“ Quem és tu?" - indagou ele com ânsia radical.  
"Eu sou a soma dos quadrados dos catetos,  
mas pode me chamar de hipotenusa”.  
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética,  
corresponde a almas irmãs, primos entre-si.  
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz 
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão retas,  
curvas, círculos e linhas senoidais.  
Nos jardins da quarta dimensão,  
escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas 
e os exegetas do universo finito.  
Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas e, enfim,  
resolveram se casar, constituir um lar mais que um lar,  
uma perpendicular.  
Convidaram os padrinhos:  
o poliedro e a bissetriz, e fizeram os planos, equações e diagramas para o futuro,  
sonhando com uma felicicdade integral e diferencial.  
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos 
e foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia.  
Foi então que surgiu o máximo divisor comum,  
freqüentador de círculos concêntricos viciosos,  
ofereceu-lhe,  
a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum. 
Ele, quociente percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade. 
Era o triângulo tanto chamado amoroso desse problema,  
ele era a fração mais ordinária. 
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade 
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade,  
como, aliás, em qualquer Sociedade..." 

    Millor Fernandes 

                                                                                                                                                           

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